O Juiz de Direito Substituto da 21ª Vara Cível de Brasília condenou o
plano de saúde Amil a custear internação de segurada, a pagar R$2 mil
reais a título de danos materiais e R$7 mil reais a título de
indenização por danos morais por negar cobertura de internação em UTI
devido a período de carência.
A autora relatou que é beneficiária do plano de saúde Amil desde
29/09/2014. Contou que realizou abdominoplastia, implante de prótese
mamária e lipoaspiração em 8/10/2014, procedimento que foi realizado com
sucesso. Narrou que após ocorrida a alta médica, e já em sua casa,
passou, na data de 11/10/2014 a sentir intensa falta de ar, sendo
encaminhada para o hospital, com alto risco de morte. No entanto, a Amil
negou a cobertura de internação da UTI, sob o fundamento de que a
autora estaria em período de carência. Segundo ela, seu companheiro teve
que realizar depósitos prévios para o hospital, sob pena de
transferência para uma das unidades do SUS.
A Amil disse que o prazo de carência é de 180 dias contados a partir
de 22/9/2014, que inexiste dever de cobertura, em decorrência da
ausência do decurso do prazo de carência, defendeu que inexiste o dever
de indenizar a título de danos morais e requereu a improcedência da ação
ajuizada.
O juiz entendeu que o documento apresentado demonstrou, de forma
inequívoca, que a autora é beneficiária do plano de saúde comercializado
pela Amil, desde 22/9/2014 e que o relatório médico anexado ao processo
noticia que a autora, na data de 11/10/2014, se encontrava em estado
gravíssimo, sendo encaminhada para o CTI. De acordo com o juiz, a Lei nº
9.656/98 prevê prazo máximo de vigência de 24 horas para a cobertura
dos casos de urgência e emergência. O magistrado decidiu que compete à
Amil, portanto, a obrigação de arcar com todas as despesas, assim como o
pagamento dos danos morais.
Cabe recurso da sentença.
Processo: 2014.01.1.161381-7
FONTE: TJDFT
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